
1 - A tragédia de Lisboa é difícil de digerir. Restam-nos os sentimentos de pesar para com as vítimas e de solidariedade para com os feridos e a cidade. Não podemos fazer muito mais perante a impossibilidade de interferir no que aconteceu, mas podemos retirar ilações.
A primeira das quais é a de que não podem ser subestimados quaisquer protocolos de manutenção. Pode não ter sido isso que aconteceu, mas não deixa de ser uma lição. Não existe risco zero na utilização de equipamentos dinâmicos e portanto o seu estado deve ser permanentemente observado, com rigor, competência e atualização constante dos protocolos de utilização.
A segunda lição é a de que as pessoas precisam de explicações, mas essas não podem ser precipitadas pela pressão pública do momento imediato. Esteve bem o presidente da Câmara Carlos Moedas ao recusar tecer considerações imediatas sobre o que pode ter falhado, mesmo perante a forte insistência dos jornalistas. Falar sem verdadeiro conhecimento de causa está na ordem do dia das redes sociais, mas um autarca jamais o poderá fazer.
Também a Comunicação Social deveria fazer a sua autocrítica. Uma tragédia jamais deveria ser um palco de entretenimento e de distração de massas. As perceções são muitas vezes consequência de especulações, muitas delas feitas para preencher horário.
2 - Entramos na semana do regresso às aulas. As questões que durante muitos anos tanto ocupavam o defeso, como a falta de pessoal auxiliar e as intervenções urgentes por realizar nas escolas, deixaram de estar na ordem do dia. Existem outras questões, mas são de diferente natureza. A descentralização de competências em matéria de educação é um bom exemplo dos ganhos da gestão autárquica próxima e bem conhecedora dos problemas e das prioridades.
3 - Famalicão recebeu neste fim de semana, pela primeira vez, a etapa final do Grande Prémio JN de ciclismo. Este é um evento que encaixa bem no ADN famalicense. Tem lastro histórico, mas os protagonistas são os jovens. Está muito bem organizado, como também é apanágio das iniciativas do nosso território, e é um hino ao desporto e às modalidades, num território onde o compromisso do município com a promoção de estilos de vida saudáveis e com a formação desportiva é levado muito a sério.
Foi um gosto ter recebido o Grande Prémio JN em Famalicão.
Não podem ser subestimados quaisquer protocolos de manutenção. Pode não ter sido isso que aconteceu [no Elevador da Glória], mas não deixa de ser uma lição. Não existe risco zero na utilização de equipamentos dinâmicos.
