Ontem, foi a cerimónia de apresentação dos equipamentos para a próxima época. O F. C. Porto, e bem, tem aproveitado o evento, vocacionado para o marketing, para fazer uma festa em que os sócios e adeptos participam. O equipamento é uma parte muito importante da identidade de um clube. São as nossas cores, um dos fatores distintivos.
Importa lembrar a razão porque somos azuis e brancos. Monteiro da Costa quis mostrar que somos um clube nacional e por isso escolheu as cores da bandeira portuguesa de então: azul e branca. Quisesse o presidente que o nosso clube fechasse as suas fronteiras no Porto e hoje seríamos verdes e brancos. Sim, a nossa alma estará sempre na cidade, mas o nosso sangue está espalhado por Portugal e pelo Mundo.
Recordo a nossa vocação nacional para trazer à colação o que tem de ser uma prioridade estratégica do clube: alargar a nossa base de sócios. Tem de ser feito junto de casa, no resto do país e em qualquer lugar do Mundo onde existam comunidades portuguesas.
É fundamental a elaboração de um plano com este objetivo. Há vários aspetos a ponderar, investir nas casas do clube, organização de eventos, campanhas de mobilização nas redes sociais, etc.
No que diz respeito aos adeptos que vivem longe de casa é essencial que sintam que podem participar na vida do clube. Nesse campo, é muito importante, por exemplo, que os sócios possam votar nas suas zonas de residência para as eleições que elegem os órgãos sociais.
Somos um clube com uma presença fortíssima nas redes sociais, temos uma enorme base de adeptos que podem e devem ser sócios, temos de os trazer para a vida do clube e, claro, temos de os deixar ajudar a decidir o futuro da nossa casa comum.
A subir
Não sou fã dos chamados desportos motorizados, mas gosto de campeões. Basta dar uma vista de olhos na realidade que é a competição em que o Miguel Oliveira está envolvido para perceber o feito do rapaz na Áustria. Que ganhe muitas mais provas e que ganhe muitos campeonatos.
A descer
Jogadores que chegam ao F. C. Porto como desconhecidos e depois, quando o clube os promove, recusam a renovação ou pedem valores astronómicos ou fazem tudo para ficar livres, não merecem o carinho dos sócios. Não há nada pior do que a ingratidão.
*Adepto do F. C. Porto
