Ao ouvir Luís Montenegro dizer, na passada quinta-feira, que "nunca o Estado respondeu com esta rapidez" a uma situação de catástrofe, bem ao estilo Trump, deu-me vontade de rir. Rir para não chorar, diga-se. Lembrei-me logo das declarações do ministro da Economia, dias antes, a sugerir às vítimas do mau tempo que usem o salário de janeiro para responder às necessidades urgentes até chegarem os apoios do Estado, "em princípio" no fim de fevereiro. As palavras de Manuel Castro Almeida revelam uma profunda falta de conhecimento da real situação dos portugueses. Depois do pagamento de todas as obrigações mensais - renda, luz, água e supermercado, entre outras - a quem é que sobra dinheiro para obras em casa? Os apoios têm de ser "musculados", claro, mas a sensibilidade também. Quem não a tem, que a treine.
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