As vitórias sabem ainda melhor quando o golo surge na altura em que a ansiedade já tomou conta dos sentidos. Quando Tomás fez o 2-1 toda a ansiedade se transformou, por magia, em alegria pura e foi isso o que a grande parte dos mais de 20.000 adeptos no estádio sentiu. O golo veio pelos pés de um excelente compositor, nascido em Guimarães, de apelido Händel, e que, para nosso contentamento, nos brinda, jogo a jogo, com a inteligência e elegância do seu futebol. Mas não marcou o golo sozinho, toda a equipa contribui para aquele momento.
Foi, está bom de ver, um jogo muito difícil de ganhar. O Famalicão tem uma excelente equipa e já um orçamento muito similar àquele que o Vitória, por agora, é capaz de suportar, com o notável esforço de gestão que tem sido feito. Famalicão tenta libertar-se do jugo de simpatias e devoções por clubes alheios à cidade e a presença massiva dos adeptos é um bom indicador para a tarefa difícil, mas absolutamente higiénica, que é a de juntar cada vez mais famalicenses para apoiarem o clube da sua cidade e não outros. Espero que o consigam cada vez mais.
O Vitória atravessou o apuramento para a Liga Conferência de forma exemplar e imaculada. Algumas dificuldades apresentadas no jogo devem-se, creio, a esse esforço e exigência. Jogar na quinta-feira, fazer uma viagem longa, e estar no domingo novamente a competir com uma equipa que contava por vitórias os jogos disputados, não é nada fácil. Mas o Vitória mostrou carácter e capacidade para se unir e alcançar. É essa a marca dos excelentes profissionais que representam o nosso clube.
*Adepto do V. Guimarães

