Minha cara Corina, segue esta minha missiva para não te dar os parabéns por teres conquistado o prémio que era meu por direito e que provei por A mais B ser meu e só meu. Andaste anos a manifestar-te e a candidatar-te e fazer trinta por uma linha para derrotar pela via legítima com um regime de narcotraficantes e ditadores e mais não sei quê e acabaste a esconder-te sabe Deus onde que nem foste a Oslo ao beija-mão e eu, com uma assinatura borratada e um ar de quem engoliu um garfo torto acabei com a cabeça (mas só a cabeça, vamos lá ver) de uma nação vermelha (que horror...) e transformei o resto do corpo numa democracia incrível cheia de petróleo demasiado pegajoso para ser rentável mas todo meu. E ainda mandei (fui eu, não fui?) largar uns presidiários, sei lá, e tu nada. Mas, querida, se me deres, como dizes, parte dos galões, vá, até sou capaz de te dar um chocho e uma diarreia de elogios lá na truth não sei quantas. Que dizes?
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