Por excelentes (e pessoais) motivos não pude acompanhar o jogo do Vitória através da televisão. Ainda consegui ver, a espaços, a sonolenta primeira parte, mas fui requerido para tarefas bem mais aprazíveis e acabei por “ver” o jogo a partir das notificações.
O Vitória está, depois de um bom arranque, a procurar consolidar o estilo de jogo agradável com que iniciou esta época, procurando que o plantel equilibrado que possui, à base de jogadores portugueses, permita que outros valores apareçam e reclamem primazia. Nem sempre correrá bem, mas é bom ter soluções quando o jogo se torna complicado. O Vitória tem condições, creio, para fazer uma boa rotação. Em Rio Maior não deu, apesar da tentativa, mas há mais marés do que marinheiros.
Esta quarta-feira vamos ter a equipa eslovena do Celje novamente no caminho. O ano passado a coisa foi dolorosa. Depois de uma boa exibição na Eslovénia, em que se permitiu que a equipa adversária, aos 90+6 (!), reduzisse para 3-4, baqueámos com estrondo em Guimarães por 0-1 e, posteriormente, na marcação das grandes penalidades.
Na estreia absoluta de uma equipa portuguesa na fase principal da Liga Conferência, esperamos, agora, sorte diferente. E, desta vez, vou mesmo ver a partida, apesar da estranha hora do jogo. Irei sentar-me novamente na minha cadeira, no estádio que ostenta, orgulhosamente, o nome do rei fundador desta nacionalidade que nos une. Sem distrações ou simpáticas notificações como aquela que me avisou de que o Nélson Oliveira tinha marcado o golo do empate.

