O jogo que o Vitória realizou era importante. A equipa continua, progressivamente, a levantar-se do chão das nossas parcas expetativas. A equipa luta, como lutou, e, a espaços, vai apresentando um futebol envolvente. O bom início pontual do Gil Vicente deu ainda mais interesse ao jogo.
O Vitória fez tudo que esteve ao seu alcance para ganhar. Tal não aconteceu por alguma falta de sorte, às vezes de arte, mas, sobretudo, devido ao binómio árbitro/VAR, que realizou uma arbitragem miserável. A atuação do binómio prejudicou, de forma escandalosa, a minha equipa. O futebol não é difícil. O futebol tem regras claras e necessita, apenas, de algum bom-senso na sua aplicação. No jogo não houve, em momentos decisivos, nem a aplicação das regras, nem o bom senso. A combinação da falta desses elementos básicos ditou o empate e a injustiça do resultado.
Quando somos miúdos e jogamos futebol uns contra os outros, mesmo sem árbitro, há lances em que até os miúdos da própria equipa dizem: é penálti. Creio que sem árbitro, e com a pureza da mentalidade infantil, isso aconteceria, pelo menos em duas ocasiões.
Num país onde se discute um canto até à náusea, pois o país futebolístico vive mergulhado, desde sempre, na esquizofrenia de três equipas, a prestação escandalosa do binómio no jogo do Vitória vai, seguramente, passar impune. Não vale a pena acharmos que não. Temos de resistir a isto, mesmo que achemos que nada, de fundamental, irá mudar. Pode ser que um dia, nem que seja numa galáxia distante, se perceba que o Vitória e as "outras" equipas merecem, mais vezes, um binómio minimamente competente.

