O Vitória voltou às vitórias, contra um clube do mesmo concelho com o qual existe um profundo respeito e simpatia mútua. E isso nota-se, sempre, nas bancadas, no exterior do estádio e no dia a dia. São décadas em que o apreço entre os clubes e adeptos é mais importante do que qualquer, pontual, discordância. Boa sorte para o Moreirense, que faça o campeonato que almeja. O Vitória tem tido um calendário terrivelmente exigente. Comparado com os outros clubes portugueses o tempo de descanso do Vitória é sempre menor (só esta semana não o será). Quinta-feira jogaremos com a equipa checa, e, em menos de 72h, já estaremos a jogar nos Açores. Mas acreditamos na capacidade da equipa.
Toda essa carga de jogos, aliada a um conjunto de miseráveis arbitragens em terras lusas (Boavista, Estrela, Braga), levou a equipa a algum desgaste e cansaço psicológico. O Vitória esteve abaixo daquilo que já fez esta época, mas na segunda parte justificou o resultado. Ainda assim, temendo que nos desencantassem um penálti bizarro. Felizmente, isso não voltou a acontecer.
Normalmente, por aborrecimento alheio, só acompanho mesmo o Vitória. O resto pouco me interessa, para além de dar, aqui e ali, uma vista de olhos no resumo dos outros jogos. No entanto, li algures que Pepê não prosseguiu uma jogada perigosa porque um adversário se lesionou na disputa do lance. Quando saí do cinema fui ver o gesto distinto que faz acreditar que o futebol, por vezes, pode ser empático. Tal gesto dignifica também a organização que o permite, incentiva e acarinha. Agora.

