Senti um enorme orgulho quando cheguei ao Dragão Arena para votar e me pus na fila que passava a entrada do Metro. É verdade que se olharmos para o número de sócios poderia ter votado mais gente, como é verdade que há poucos associados para uma massa associativa tão grande (de que é que está à espera para se fazer sócio do clube que ama, caro leitor?), mas não só estamos no meio de uma pandemia como a realidade do nosso clube mudou e é urgente mudar os estatutos para que votar se torne mais simples e mais próximo. Seja como for, votou muita gente e o balanço a fazer das eleições para os órgãos sociais do FC Porto só pode ser: um enorme sucesso de organização, um exemplo de extraordinária vitalidade do clube e a exibição de que o clube da democracia só vive bem com a democracia.
Há a noção de que os próximos quatro anos vão ser decisivos para o futuro do nosso clube e os sócios, comparecendo, mostraram perceber isso.
A nossa situação financeira preocupa mas, de uma forma ou outra, será resolvida. No fundo, as finanças são resultado do modelo de negócio e é esse sobre o qual tem de haver uma reflexão profunda. Como nos adaptarmos a uma realidade em que deixaram de existir mercados onde só alguns clubes operavam? Como formar jogadores e assegurar que não nos são subtraídos à saída da academia e nos rendem ou em campo ou na tesouraria? Como conseguir competir num futebol europeu em que as diferenças de orçamento entre os clubes são brutais? Como diversificar as receitas para lá das formas tradicionais? E tantas outras questões que temos de resolver para que o nosso passado tenha inveja do nosso futuro. E vai ter. O mais importante, porém, está atingido: estamos todos unidos.
Em cima
Só podia ser Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa. Os sócios e adeptos mostraram que confiam nele para este novo ciclo. Nós não nos esquecemos de tudo o que nos deu, mas ele está mais interessado no futuro. É por estas e por outras que nunca lhe agradeceremos o bastante.
Em baixo
A continuação de Paulo Gonçalves como colaborador formal ou informal do Benfica é um escândalo sem nome para o futebol português e uma vergonha para a justiça portuguesa (a que disse que a administração do clube nada tinha que ver com as ações do homem).
Adepto do F. C. Porto
