Esgotamo-nos em guerras de alecrim e manjerona, consumimo-nos em tarefas inúteis, desperdiçamos energia e tempo com gente que não merece um milímetro de espaço na nossa vida. Damos pouco valor a tudo de bom que temos, damo-lo como adquirido e esquecemo-nos de o acarinhar, de o enaltecer.
Estamos sempre a desperdiçar o pouco tempo que temos e quando o queremos recuperar é sempre tarde.
De pouco vale repetir o que todos sabemos: temos uma dívida tão grande para Reinaldo Teles que nunca a conseguiríamos pagar. Se era impossível enquanto estava connosco e ele espalhava aquela doce simpatia, aquela humildade só ao alcance dos verdadeiramente inteligentes, aquele abraço de "conta comigo para tudo", muito menos será possível fazê-lo agora que está a descansar das muitas batalhas que combateu por nós.
Não lhe agradeci o bastante. E eu sabia, eu sabia o que ele fez pelo meu grande amor. Eu sabia o que ele trabalhou para que eu pudesse comemorar tudo o que tenho comemorado ao longo da minha vida de portista. Eu sabia o quanto ele foi fundamental para que fossemos o que somos hoje. E continuo a saber.
Mas disse-lhe muito poucas vezes. E quando eu tentava ele encolhia os ombros, dava uma gargalhada e perguntava-me pelos meus filhos, pela minha saúde, como se tudo o que tivesse feito não tivesse importância nenhuma.
Também sei que enquanto eu estiver vivo vou-me lembrar dele nas vitórias e nas derrotas, quando entrar e sair do Dragão, quando as batalhas estiverem duras e incertas e contarei aos meus filhos e a quem me quiser ouvir o quanto devemos a Reinaldo Teles.
Enquanto houver um portista o senhor Reinaldo Teles está vivo.
A subir
A raça e a vontade não chegam para ganhar campeonatos, mas ajudam muito. A nossa vitória nos Açores é prova disso. Uma equipa cansada por um calendário feito por um masoquista e num terreno lavrado não podia ter feito melhor. Venceu, não se podia pedir mais.
A descer
O Benfica e o Sporting venceram os seus jogos por uma simples razão: o VAR e os árbitros erraram. Um Var que não vê que o primeiro golo é irregular ou é incompetente ou é mal intencionado. Um árbitro que não vê que o golo do Benfica é precedido de falta grosseira estando a dois metros do lance tem ido demasiado à missa.
*Adepto do F. C. Porto
