Se o Governo fosse um clube de futebol, a esta hora estava com uma Assembleia Geral Extraordinária marcada, o presidente sob vaias contínuas, dias a fio, etc., etc. 11 demissões em nove meses (não sei se isto vai ficar desatualizado depois de impresso), além de um recorde, é uma desgraça em termos de captação de talentos. Alguém está a falhar, e temo que sejam os olheiros, que não estão a ver a bola com olhos de ver. A instabilidade criada pelo próprio Executivo numa altura em que o Novo Ano se apresenta de um campeonato exigente só pode ser considerada um falhanço: os craques não se têm aguentado, e António Costa só não cai porque tem a maioria absoluta e Marcelo não tem a certeza da existência de uma alternativa estável e indiscutível à Direita, com talentos inquestionáveis. São precisos reforços de inverno, sem rabos presos.
*Jornalista

