Espanta-me o desinteresse por aprender. Desde logo dos estudantes que talvez achem que há coisas melhores para fazer. Haverá! Todavia, há de também haver tempo para a aprendizagem, essencial para a vida. Igualmente estranho é que o país permita que os pais e as escolas estejam mais preocupados com as notas que com a aprendizagem e o desenvolvimento intelectual dos nossos mais novos, porque isso – e não a aprendizagem – é que determina o seu futuro. E, como explicar o pouco interesse pelo conhecimento de tantos, depois da escola? O “não saber nem querer saber” e as “certezas” sem fundamento? Porque, afinal, é tão bom aprender! Como acontece na iniciativa Open House, da Casa da Arquitetura, em que dezenas de imóveis se abrem e se explicam a todos, no Porto, em Matosinhos e em Gaia. Depois de ser aprendiz em edições anteriores, o fim de semana passado servi de guia para dar a conhecer, no seu contexto geográfico, duas joias do início do Renascimento em Portugal: a antiga igreja da Foz do Douro, situada dentro da fortaleza (que ficava junto ao mar), e o nosso primeiro farol, mandados edificar por D. Miguel da Silva no século XVI. Pelo caminho, falou-se do jardim-aterro do Passeio Alegre e da linha pioneira no país, do americano (1872) e do elétrico (1895). O percurso terminou nos antigos Paços do Concelho do Município da Foz (1835/6). Haja mais iniciativas assim. Noutros lugares e de biologia, engenharia, geografia, geologia e história também.
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