Ao longo dos últimos anos Portugal tem aumentado o investimento em investigação e desenvolvimento, duplicando-o em percentagem do PIB de 2003 (0,74%) para 2008 (1,51%). E este crescimento foi conseguido sobretudo pelas empresas que, em 2007 e 2008, investiram, pela primeira vez, tanto como o sector público.
Contudo, para que este investimento seja frutuoso, será necessário que o número de produtos e serviços de origem portuguesa, inovadores e fortemente competitivos à escala global, sejam em quantidade apreciável. E isso ainda não acontece.
Verifica-se que o número de patentes por milhão de habitantes registadas por entidades portuguesas é cerca de oito vezes inferior à média da União Europeia e dos Estados Unidos, 20 vezes inferior à da Alemanha e 30 vezes inferior à da Suíça. O que quer dizer que o acrescido esforço de investimento ainda precisa de ser reforçado e melhor canalizado no sentido da inovação competitiva, de forma a que as empresas portuguesas consigam afirmar mais algumas marcas a nível internacional, com as consequentes vantagens para a economia nacional.
Em Portugal, 30% dos investigadores trabalham nas empresas, enquanto na União Europeia, em média, esse número é de 50%, na Suécia e no Japão é de cerca de 70% e nos Estados Unidos cerca de 80%. Parece que as empresas portuguesas deverão apostar mais na contratação de engenheiros, mestres e doutores capazes de pensar em introduzir melhorias aos seus produtos ou serviços ou de conseguirem mesmo novas soluções.
E, na verdade, Portugal dispõe hoje de um alargado número de jovens licenciados, mestres e doutores, formados no país ou no estrangeiro - alguns nos melhores centros de investigação do Mundo - em que vale a pena apostar. Assim se contribuirá para o robustecimento da inovação e da economia portuguesas.
