Ontem acordei com dor de cabeça e, enquanto procurava o famoso paracetamol, lembrei-me de como fui feliz, na adolescência, a tocar às campainhas alheias e a fugir. Se calhar, na maior parte dos casos, não estava ninguém em casa, mas isso pouco importava. Era uma aventura infantil, mas tão inofensiva que deixa boas memórias. Hoje, os adolescentes não sabem ocupar-se com coisas simples e não têm culpa. Nasceram na era maldita das redes sociais, onde há desafios tão absurdos como a maior ingestão possível de paracetamol. Dados do Santa Maria revelam que estas intoxicações voluntárias ocorrem com medicamentos disponíveis em casa. Nós, adultos, estamos a falhar. E enquanto pensamos nisto - porque precisamos - deixo um desafio aos adolescentes: vão, por favor, para a rua tocar nas campainhas alheias porque isso não vos vai levar ao hospital.
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