A Europa vive com preocupação a existência de um grande número de cidadãos de países exteriores à União Europeia que entram ilegalmente e pretendem viver em países europeus, beneficiando de emprego, segurança social, sistemas de saúde, etc., mas não querendo integrar-se e até, nalguns casos, tentando impor os seus hábitos.
A Alemanha prepara um "contrato de integração" que os imigrantes poderão ter de assinar, assumindo aceitar valores como a liberdade de expressão e a igualdade de direitos para indivíduos de sexos diferentes e desejar integrar-se, pela aprendizagem da língua alemã e pela vontade de participar na vida em sociedade, de acordo com a legislação local.
A Itália anunciou a hipótese de criar um sistema de pontos para a atribuição da nacionalidade italiana aos imigrantes "em função de critérios qualitativos", como o respeito pela lei, o conhecimento da língua e a integração legal no mercado de trabalho.
A França lançou um grande debate público sobre o que é ser francês, parecendo procurar criar condições para não dar a nacionalidade a quem não quiser assumir os elementos de identidade dos franceses. Em paralelo, empregar um cidadão estrangeiro sem papéis já é susceptível de ser punido com pena até cinco anos de prisão.
Será útil à Europa acolher os imigrantes com tolerância e boa vontade, definindo-lhes direitos e deveres semelhantes aos dos cidadãos europeus. Será mau para os europeus e para os imigrantes uma política segregacionista que faça sentir alguém cidadão de segunda. Mas também será mau permitir que imigrantes se instalem no espaço europeu, procurando beneficiar de todas as regalias e não querendo aprender a língua do país de acolhimento, procurando não respeitar a legislação em vigor e, nalguns casos, tentando mesmo impor os seus hábitos.
Se a Europa souber resolver bem este assunto, estará a dar um bom exemplo ao Mundo, tornando-se um espaço atractivo para os imigrantes mais qualificados, o que poderá contribuir para o desenvolvimento do velho continente. Também reforçará o respeito da Europa perante o Mundo, permitindo-lhe reconquistar uma certa liderança civilizacional, baseada na igualdade de direitos, de deveres e de oportunidades e no respeito mútuo.
