Recentemente, na Ponte da Barca, foi selado um pacto com a natureza. CCDR Norte e comissões de cogestão de parques nacional e naturais e áreas protegidas, em articulação com o ICNF e na presença do ministro da Economia e da Coesão Territorial e do secretário de Estado do Ambiente, constituíram a Rede Temática Regional para a Conservação da Natureza e Biodiversidade. Na convicção de que ninguém faz este caminho sozinho e unindo municípios, instituições, técnicos, investigadores, agentes locais e cidadãos, é de louvar o exercício de cogestão em curso nestas áreas, capturando a essência desta jornada coletiva: "Não há sucesso sem uma comunidade".
O Norte é uma das regiões mais ricas do país em património natural, incluindo territórios com uma biodiversidade viva, vibrante e resiliente, em coexistência com pessoas e com as atividades que desenvolvem, muitas vezes, na base da manutenção dessa biodiversidade. Também é terra de fragilidades acumuladas, de pressões crescentes e de ameaças globais.
A natureza tem voz. Temos o dever de a ouvir e de a fazer ouvir, na monitorização, no planeamento e na política pública, na motivação e na mobilização de atores, na gestão do território, bem como nas correspondentes decisões orçamentais. Por isso, em alinhamento com o PROT-Norte - que territorializa a estratégia Norte 2030, o consequente Plano de Ação para a Conservação da Natureza e Biodiversidade é um dos pilares do Norte 2030. Neste contexto, o Programa Regional afetou a esta prioridade mais de 30 M€, orientados para ações de conservação ativa, restauro de ecossistemas, valorização do património natural e capacitação institucional.
Não se trata, apenas, de proteger árvores ou espécies. Proteger o vivo e evolutivo e interligado, é essencial à nossa própria sobrevivência. De facto, é tempo de agir ativamente numa resposta concreta aos desafios do território: à fragmentação ecológica, à degradação de habitats, à perda de biodiversidade, ao despovoamento, à necessidade de garantir conectividade, restauro e atividade agrossilvopastoril e, assim, valorizar o nosso capital natural. Sim, a natureza é também capital... é valor!
É base para a resiliência climática, para a manutenção dos ciclos da água, do carbono, para o turismo sustentável, para a qualidade de vida das populações.

