Pontes de(o) conhecimento fazem futuro. A investigação
A investigação é um pilar essencial no desenvolvimento estratégico do Ensino Superior, determinante de uma ação transformadora, de conhecimento, de inovação económica e social.
O Politécnico do Porto - Plano Estratégico 2022/26 - tem desenvolvido ações de promoção e valorização da investigação, desde financiamento e reconhecimento do mérito científico, criação de estruturas de apoio à elaboração e gestão de projetos, até à reconfiguração e reposicionamento do PORTIC - Parque de Ciência e Tecnologia, como mais um “agitador” dos centros de investigação.
Hoje existem, contudo, dimensões centrais que devem ser bem definidas e implementadas, sem atropelos de competências e sem uns, ou outros, quererem ir além do que lhes compete e nesse ir mais além tentarem coartar com olhar redutor, sem base regular ou fundamentada, o que de tão bom é feito, há tantos anos, em algumas instituições de Ensino Superior (IES).
Poderia afirmar que o sucesso destas dimensões depende do bom “apadrinhamento”, leia-se aqui enquanto gesto ético e comprometido de serviço público de responsabilidade, dos órgãos governativos nacionais, entidades com responsabilidade na gestão de ciência, e não outras, das IES e da ciência e, sobretudo, dos nossos docentes e investigadores.
Dois exemplos: o primeiro centra-se na atração de talento e no reforço da investigação, concretizados pelo apoio à contratação por tempo indeterminado de doutorados exclusivamente para a carreira de investigação, já consagrado no OE 2024, para além do Programa FCT - Tenure, em avaliação. Esta é uma visão clara do caminho que queremos, importando garantir a sua sustentabilidade. O segundo exemplo reporta-se à necessidade de termos uma perspetiva sólida e comprometida com a valorização da ciência enquanto motor para a criação de doutoramentos de base aplicada, matriz que terá especial campo nos politécnicos. Esta solidez no que avaliamos em termos de ciência e o seu contributo merecem um cuidado alargado entre todos os atores, tendo alguns uma especial responsabilidade e devendo colocar o mérito e os critérios como prioridade.
Portugal precisa de pactos negociados alargados, precisa de olhares cuidados. A investigação merece!

