Pontes de(o) conhecimento fazem futuro– Bom ano, com Norte e com presente
O ano de 2026 já começou. Entramos nele com um conjunto de desafios antigos, mas as doze passas que acompanharam as badaladas da transição recriaram a aspiração de os transformar em verdadeiras oportunidades.Quero, assim, partilhar convosco somente cinco desejos, mobilizadores e com dimensões distintas: 1) a salvaguarda da paz e dos direitos humanos; 2) um país mais justo, mais moderno e mais sustentável; 3) uma Região Norte ainda mais competitiva e coesa; 4) a realização de mais projetos, ações e decisões centradas em maior e melhor conhecimento; 5) e, por último, a concretização de uma "vivência sem fotos".
Em primeiro lugar, temos de operacionalizar diariamente, através da nossa participação, mais pública ou privada, ações que promovam a paz num Mundo tão inconstante e errante, bem como a salvaguarda da defesa e da prática de políticas públicas centradas nos direitos humanos. Estou convicto de que em 2026 teremos de ter um olhar muito atento e sermos capazes, como sociedade, de nos indignarmos, relembrando as origens e a nossa história.
Em segundo, olhar e continuar a desenhar e implementar, quer individual, quer em articulação, medidas que nos permitam viver num país mais justo - por exemplo, ao nível do rendimento médio dos portugueses -, mais capaz, com simplificação e modernização. Assim, concretizarmos níveis de crescimento sustentados e duradouros, do meu ponto de vista, implica, desde logo, mais conhecimento.
De forma breve, o meu olhar para a Região Norte é cosido por um fio especial (não fosse este o "fio do Norte") que lhe permita continuar a ser a alavanca decisiva para um Portugal mais competitivo e capaz de almejar a concretização dos restantes desejos.
O quarto desejo é o laço necessário em qualquer fio, ou presente, considerando a época natalícia, é sermos capazes de reforçar o conhecimento no território, para as organizações e em prol das pessoas. Este tem de ser concretizado, essencialmente, a partir das universidades e dos politécnicos, na ambição e visão próprias.
O último desejo, aparentemente mais simples e muito curto, mas nada fácil, é inspirado por Lipovetsky, que não tira fotos, pois todas as imagens ficam gravadas no nosso interior. O único tempo que existe, e que é realmente importante, é o presente. Bom ano!

