Velho ditado diz "Quando o Porto espirra, Lisboa constipa-se", antigo mas que merece ser recordado, sobretudo quando Lisboa está doente e o Porto ainda não espirrou, quer dizer que a fragilidade centralista (poder central) é notória e a Invicta tem de estar atenta antes que lhe entrem pela porta dentro.
Não irá ter vida fácil a maioria governante da cidade e o PS tem de ter uma visão regional e nacional que ajude a resolver os problemas, equacionados e que irão surgir e respondem a necessidades estratégicas da cidade, região e do país. Talvez o "velho e histórico Porto" não tenha há muito um papel tão importante na vida nacional, de entrosamento metropolitano e do país, ou seja, ser verdadeira "capital do Norte", quando esta região tão produtiva irá ser chamada a "empurrar" o desenvolvimento económico e sociocultural do país.
Será este o papel da Invicta e o novo presidente da Câmara já o percebeu e, não tenho dúvidas, estará a dar alguns passos para isso, sabendo Pizarro e a sua equipa que o papel cívico que os portuenses lhe pedem não é "terra queimada" tradicional mas "empenho tripeiro" que a todos serve. Não se trata de ceder terreno partidário nem abdicar de ideias e propostas concretas, mas de demonstrar que o interesse urbano e nacional está acima disso e a História se faz com sacrifícios em nome da vontade coletiva.
Planear antes de tudo o que é preciso fazer, medir custos e calendários no plano urbanístico das necessidades e avançar nas parcerias metropolitanas necessárias, incluindo com "centros de ciência e investigação e agentes produtivos" capazes de deixar ligado o nome à história do desenvolvimento nacional. Trata-se de saber que o país e a Europa estão em mudança e a "política de caserna" tradicional e isolacionista não leva às saídas necessárias!

