
Um amigo desafiou-me a refletir sobre como o Porto devia ser visto pelo país. Aceito o desafio, na forma de desejo.
O Porto é uma cidade multimunicipal, com 1 milhão de habitantes, que assume, em pé de igualdade, o seu papel como um dos dois grandes centros urbanos de Portugal. Os presidentes das câmaras de Porto, Matosinhos, Maia, Valongo, Gondomar e Gaia reúnem-se todos os meses para concertar políticas e ações. Há um plano estratégico aprovado depois de amplo debate que define as prioridades e as ações prioritárias, e um plano intermunicipal de ordenamento do território que aposta em vários centros, valorizando a proximidade dos residentes ao essencial do seu dia a dia.
Os municípios concertaram estratégias para resolver vários problemas, designadamente em matéria de habitação, diminuindo os custos de acesso a uma casa, e há vários domínios em que os técnicos municipais cooperam, com os processos simplificados e os regulamentos e taxas mais idênticos.
Há posições comuns sobre os grandes equipamentos e infraestruturas (aeroporto, porto, TGV...) e, juntos, os autarcas conseguiram obter financiamento para uma profunda remodelação da VCI, da Circunvalação e do Terminal Rodoviário; a Ponte D. Maria Pia terá uso e as pontes rodoviária Avintes-Foz do Sousa e pedonal Gaia-Porto estão em construção. Há novos parques de inovação associados à investigação em Campo (Valongo), Jovim (Gondomar) e Avintes (Gaia)e o Douro é um rio limpo, de margens cuidadas.
Utopia? Mas custa assim tanto?
