
O termo é de português antigo, mas ajusta-se à situação actual. O líder do PS já percebeu, mas "é a vida", como outro líder disse há muitos anos, está à frente de um território partidário profundamente minado e o apoio a Seguro é mais um caso deixado por Costa e seus acólitos, gente, em parte dela, "comprada em segunda mão e paga como nova", e que pretendem sobreviver num esquerdismo que não leva a nada.
O partido apoia AJ Seguro, que sempre teve comportamento exemplar, pecando por não ser capaz de "dar um murro na mesa quando era preciso", afastou-se, não incomodou ninguém, fez a sua vida autónoma sem precisar do partido e voltou agora como "cidadão sério, digno e capaz" a afirmar os valores de cidadania que o seu partido sempre defendeu para o País. Contudo, alguns que sempre se serviram do PS para seus interesses pessoais, vêm agora pôr-se em "bicos de pés", tirando "o tapete ao líder", que pretendem, na verdade, afastar e sem avaliarem o risco democrático que a situação implica.
O PS não tem futuro fácil, mas nem foi JL Carneiro nem Seguro que criaram a situação, o esquerdismo militante de alguns e interesseiro de outros é que conduziu o Partido onde está, Costa é responsável por isto, mas "põe os seus acólitos a assobiar para o lado". A tarefa do líder para levantar o PS não será fácil e com "ajudas" do tipo que começam a ser públicas à volta das candidaturas presidenciais, muito menos ainda.
Não nos compete recomendar juízo, mas a memória dos valores democráticos nacionais de Soares e Zenha, Macedo, Cal Brandão e JL Nunes aqui no Porto deveriam ser suficientes para ajudarem o actual líder na tarefa que tem pela frente. Deveriam, mas...
