Começamos o ano muito mal. Externamente e com consequências internas.
A cena do petróleo da Venezuela veio baralhar as coisas e mostrar que o objetivo é o negócio e as consequências democráticas pouco importam num mundo que está a ficar "de pernas para o ar" e isso, goste-se ou não, atinge-nos, nas cabeças e nalgumas decisões que temos de tomar. As presidenciais são as mais diretas e os debates não ajudam, pela quantidade e qualidade de candidatos.
Falta serenidade e sentido crítico avaliativo para a escolha precisa e o futuro próximo do país mostra que aquilo que aí vem pode não ser o melhor, seja, o mais necessário para as dificuldades, que prometem. Governo sem estaleca para responder na Saúde, Educação, Habitação, burocracia do Estado em geral e incertezas na escolha do "árbitro" certo para garantir bom senso e equilíbrio podem levar-nos ao desastre.
Os cidadãos são sensatos e, contrariamente ao geral dos políticos que seguram o "emprego" e pouco mais, costumam saber escolher, mas o "clima dominante vende gato por lebre" como se fosse aquilo que precisamos, num "mercado de informação" altamente subordinado a interesses pouco pedagógicos e claros.
Cabeças frias é aquilo de que precisamos, mas frio só o clima físico, pois o político ferve como se estivéssemos em panela de água quente que promete rebentar com tudo. Haja bom senso, serenidade e avaliação cívica, pois o momento é determinante para aquilo que desejamos legar às novas gerações. Ou seja, honremos a nossa memória que ainda vale alguma coisa, honremos Portugal que precisa e merece!

