Depois de uma série de seis jogos sem perder (cinco vitórias em quatro competições e um empate em Alvalade), o Braga perdeu pela margem mínima no Dragão. Ao contrário das derrotas com Gil Vicente e Nacional em que a equipa teve muitas dificuldades para se impor, o jogo do Dragão deixou os bracarenses divididos entre a ilusão do domínio do jogo e a desilusão do seu resultado.
Foi um Braga grande que apareceu no Dragão com uma exibição de caráter superlativo, a dominar durante todo o tempo e em todo o terreno. O Braga teve mais posse de bola (67%-33%), jogou melhor e criou mais oportunidades, acabando derrotado nos dois lances em que a sorte, primeiro, e o discernimento, depois, não se quiseram mostrar.
O Braga protagonizou esta época a melhor exibição de um visitante no Dragão, tendo reduzido o F. C. Porto - que está melhor que todos os adversários na Liga - ao seu nível mais baixo. Ironicamente, ao vencer um jogo em que foi dominado, é o F. C. Porto que sai moralmente mais reforçado. Mas o futebol é mesmo assim.
Apesar da boa exibição, há processos em que o Braga precisa de melhorar. A posse de bola não ganha jogos, a falta de eficácia no último toque custa pontos e os objetivos na Liga não se conquistam apenas a jogar bem contra os adversários fortes. O Braga já tinha mostrado que joga melhor nos jogos de elevada dificuldade e está por mostrar a sua capacidade de vencer adversários menos fortes.
Seja como for, e apesar do resultado negativo, a recente sequência de jogos renova a esperança no trabalho de Carlos Vicens, aquém das expectativas mas ainda a tempo de nos convencer.
*Adepto do Braga

