Racismo a dobrar e violência na capital entre adeptos dos rivais
O mundo do futebol ficou em choque e revoltado com o alegado racismo de Prestianni sobre Vinícius Júnior no Benfica-Real Madrid, que levou o brasileiro a deixar o relvado e o árbitro a interromper (dez minutos) um jogo da Champions, a mais mediática competição de clubes do planeta. Diz Vini Jr. que o benfiquista lhe chamou "mono" (macaco), algo que o argentino de 20 anos nega, tendo dito a terceiros (Tchouaméni) que da boca saiu a palavra "maricón" (homossexual), como se isso não fosse também um insulto grave e discriminatório. De camisola a tapar-lhe a boca, coisa boa não saiu de certeza. Como é palavra contra palavra, será difícil de provar se o argentino chamou macaco ao brasileiro. Se Prestianni deve escapar por isso mesmo, já os gestos de alguns adeptos poderão ser mais fáceis de confirmar (vídeos), o que, acontecer, sairá caro ao Benfica.
Mas antes de Vinícius Júnior ter "incendiado" a Luz, houve uma declaração de teor racista de Frederico Varandas, na reação a uma publicação do F. C. Porto que atacava os leões. "Isto só em África", afirmou o presidente do Sporting, que tem no plantel jogadores como Catamo (Moçambique), Diomande (Costa do Marfim) e Faye (Senegal). Lamentável, igualmente.
E para tornar a semana ainda mais negra, Casuals do Benfica aproveitaram o dérbi no futsal para atacar a sede da Juve Leo. Felizmente, a PSP, por perto e atenta, limitou os danos a dois feridos ligeiros e deteve 124 pessoas. Que a Justiça tenha mão pesada.
*Editor-adjunto

