Chegou o mercado de janeiro e os clubes aproveitam para fazer ajustes nos plantéis, colmatando lacunas, suprindo baixas por lesão ou, simplesmente, fazendo contratações a pensar no futuro. Mas manda a boa gestão que as compras dos clubes portugueses, salvo uma ou outra exceção, sejam feitas a pensar na rentabilização futura do investimento. É por isso que estranho o regresso de Rafa Silva ao Benfica. Investir cinco milhões de euros num jogador de 32 anos - valor pode subir por objetivos -, que há época e meia trocou as águias, habituais participantes nas Champions, por um desafio na Turquia, num Besiktas campeão pela última vez em 2021. Se Sidny Cabral é uma aposta que se compreende - faz o corredor esquerdo e tem 23 anos -, com Rafa Silva sobram as dúvidas. Aos 32 anos, ainda terá a velocidade que o tornava temível? É um investimento sem retorno possível e a pensar no imediato, que pode ou não resultar. Uma aposta em contraciclo do Benfica quando comparado com o que fizeram o F. C. Porto e, sobretudo, o Sporting. É verdade que os dragões foram buscar Thiago Silva, de 41 anos, mas fizeram-no sem custos e num contexto específico - a perda de Nehuén Pérez para toda a época. De resto, apostaram na promessa polaca Oskar Pietuszewski, de 17 anos. O Sporting investiu em dois jovens alas: Luís Guilherme e Souleymane Faye. Podem ajudar já a equipa e permitem que os leões se precavejam de eventuais saídas (Máxi Araújo e Catamo, por exemplo), projetando ainda potenciais futuras vendas.
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