Chuva, chuva e mais chuva. Desculpe lá, inolvidável Linda de Suza, mas a chuva, chuva, chuvinha que vá cair para outra terra. Que vá pregar no deserto ou noutros locais em que a hidratação compulsiva faz falta. Mas no meio da tempestade ainda há ratos saborosos. A montanha pariu um para os lados de Coimbra. A cheia centenária não chegou e ainda bem. Haja uma boa notícia no meio da tragédia. Por outro lado, a preparação para a catástrofe revelou que, afinal, os autarcas não são um bando de trafulhas sem qualificação. A presidente Ana Abrunhosa surgiu como figura de alerta e prevenção, sem alarmismos, demonstrando que o Poder Local é vital para o país. E foram muitos os autarcas que, junto das populações, enfrentaram a intempérie. Pena é que a chuva, chuva, chuvinha não limpe da regionalização o estigma de papão que ainda existe na nossa terra.
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