Finalmente chegou o tão ansiado Portugal-Islândia. Depois de quatro dias de bocejos, e algum futebol, a nossa seleção vai jogar. Excluindo as cenas de pancadaria entre alemães, ingleses, ucranianos (o pessoal do Daesh até tem medo de ir à rua por causa da violência), o Euro tem sido um marasmo. Até agora a maioria dos jogos mereciam ter a música do Abrunhosa de fundo; tudo o que me deram foi sono.
Aproveito o jogo de hoje para salientar que, apesar da Islândia ser um dos países do Mundo com maior preocupação com o meio ambiente, a seleção portuguesa distingue-se na questão ambiental porque, não só usa um equipamento fabricado com poliéster reciclado (feito a partir de garrafas de plástico recicladas) como também tem um hino reciclado. Sendo um ambientalista convicto, tenho o sonho lindo de ver Portugal, com a sua pequena pegada ambiental, espezinhar as outras seleções.
Mais logo, às 20 horas (menos uma nos Açores), os portugueses vão estar, finalmente, todos unidos, como não estavam desde que Passos Coelho pensou em aumentar a TSU. Não é exagero dizer que a nossa seleção vai estar no seu habitat natural durante este jogo. Basta dizer que os nossos emigrantes já prometeram que vão ser "o douzième jogador" e que o estádio Geoffroy-Guichard é habitualmente usado por jogadores que normalmente equipam de verde e branco.
Acredito numa vitória relativamente fácil da seleção portuguesa, mas temo o poder do contra-ataque dos turcos. Aquele Cüneyt Çakir (que em português significa Jacinto Paixão) não é para brincadeiras. Basta darem-lhe algum espaço, do género um T5 em Moscovo, ou uma quinta na Argentina, e ele aproveita tudo.
Convém estar de olho no árbitro, não nos podemos esquecer que a Islândia também tem gás e eu ainda me lembro o que este senhor fez no verão passado, no jogo SCP-CSKA (Gazprom), de apuramento para a Liga dos Campeões. Por exemplo, um corte na área de Berezutski com uma mão do tamanho da do Mickey.
Esperemos que desta o turco vez não venha com aquele equipamento que tanto azar me dá, e que inclui uma meia de senhora na cabeça. Força, Portugal!
