A linha rosa do metro - com apenas 3km - era para ser inaugurada em 2024, mas só entra em funcionamento em 2027; devia custar 220 milhões de euros, só que, afinal, implica uma despesa de 511 milhões de euros.
Atrasos? Podem acontecer. Derrapagens? Também. Mas... custar e demorar mais do dobro é grave.
Entretanto, o Porto sofre com obras: na circulação de pessoas e veículos, nas vendas de estabelecimentos próximos, na imagem e ruído em espaços importantes, com as praças da Liberdade, de Almeida Garrett, dos Loios, de Parada Leitão e da Galiza.
Por outro lado, o gasto de mais 291 milhões na linha, para a ligação entre S. Bento e a Casa da Música, pode explicar o atraso na realização de outras linhas há muito prometidas, como para Gondomar, ou a substituição de metro por autocarros (metrobus) na ligação da Maia à Trofa.
No arranque, todos acharam bem. Ou quase todos. Alguns houve que lembraram haver outras prioridades e que um autocarro podia fazer quase o mesmo que o metro, de forma bem mais barata, se houvesse faixas bus.
Agora, o que importa é saber se a Metro e a AMP são capazes de não comprometer as aspirações de Gondomar e Trofa. No caso de Gondomar, depois de um estudo prévio de 2010, um novo projeto foi aprovado (linha do Souto), com lançamento de concurso para a obra previsto para o início de 2026 e conclusão em 2030. Sem derrapagens no custo - certamente inferior ao da rosa apesar da distância ser mais do dobro (6,9km) - nem no prazo, espera-se.

