A noite estava fria, a cidade estava submersa numa chuvada colossal, o trânsito era caótico como de costume e grande parte dos adeptos ainda estavam a trabalhar quando começou o jogo. Assim se explica uma das assistências mais baixas de sempre no Estádio Municipal, corolário de uma Liga Portugal que se preocupa muito com o seu próprio negócio e muito pouco com a defesa do interesse dos adeptos.
Na primeira parte, o Braga dominou completamente o Santa Clara que, depois de sofrer o golo, mostrou que também sabe jogar futebol e que poderia ter contribuído para que houvesse espetáculo desde o primeiro minuto, em vez de se retrair no seu espaço defensivo como se não tivesse capacidade para criar. A segunda parte foi mais equilibrada e os três pontos não fugiram, assegurando a colagem ao quarto lugar. Não fora o desperdício caseiro no início da época, e o Braga estaria a lutar pelo pódio como tem sido habitual.
Mas o melhor do jogo aconteceu no intervalo: Romário Cunha, João Aragão, Gabriel Dbouk e David Rodrigues foram homenageados pelo clube por se terem sagrado campeões do Mundo de sub-17. O Braga é o terceiro clube mais representado na seleção nacional que se sagrou campeã do Mundo e Romário Cunha foi eleito o melhor guarda-redes do torneio.
A felicidade no rosto de cada um dos jogadores e a força dos aplausos dos adeptos são proporcionais à esperança que esta vitória transporta consigo. O Braga tem investido na equipa profissional mas também numa estrutura de formação que tem dado muitos frutos e que é a melhor garantia de um futuro para o clube. Parabéns.
*Adepto do Braga

