Tempos difíceis estes. O Japão devastado pelos sismos e pelo tsunami e amedrontado pelas nefastas consequências no plano nuclear. Mas exemplar pela forma serena e disciplinada como toda aquela população viveu a catástrofe. E provavelmente ainda exemplar pelo modo como se vai reerguer. Dolorosa, mas serena, construtiva e organizadamente.
O Norte de África e o Médio Oriente em ebulição. Populações que se querem libertar de regimes duros ou mesmo ditatoriais, bastante confusão, a guerra civil num ou noutro país e a entrada de forças internacionais, que poderão dar uma dimensão inusitada aos conflitos. Claro que os governantes europeus e norte-americanos estão convencidos de que vão dominar rapidamente a situação na Líbia, de forma exemplar para outros casos. Vamos ver se assim será. Mas fica a dúvida se a guerra se tem de resolver com a guerra.
E, depois, a prolongada e profunda crise financeira que a Europa tem tido dificuldade em resolver, onde Portugal se tem mantido, infelizmente, em palco. Muitos planos já foram elaborados para resolver as crises europeia e portuguesa. Imensos teóricos já apresentaram uma panóplia de receitas para a situação. Mas parece que há dificuldade em perceber que há direitos a mais para a riqueza criada. Parece faltar a coragem e a lucidez para diminuir esses direitos de uma forma socialmente equilibrada e a visão e o discernimento para incentivar decisivamente a criação de mais riqueza.
Provavelmente o que se torna aconselhável é procurarmos - cada um por si - dar o seu melhor contributo, mantendo-se sereno, procurando construtivamente as melhores soluções, dedicando-se tenazmente à boa realização das suas tarefas e ao cumprimento dos seus objectivos. E, ainda, mantendo o seu pensamento sempre positivo, desejando ser capaz de conduzir os seus esforços de modo a conseguir o melhor para si, mas também sempre desejando o melhor para os outros: em Portugal, na Europa, em África ou no Extremo Oriente.
