Três cadeias de hipermercados e uma marca de produtos de higiene e cuidado pessoal foram acusadas de combinar os preços de venda ao consumidor. Uma investigação que só demorou cerca de 20 anos permitiu à Autoridade da Concorrência desferir esta machadada na máfia dos champôs e das loções corporais. E renova a esperança que, em meados de 2097, possam surgir conclusões sobre uma eventual análise à coincidência de preços dos combustíveis. Em 2009, concluiu-se que os valores só acompanhavam a tendência internacional (muito gostamos nós de seguir as modas do estrangeiro) e que o facto de serem iguais em todas as marcas devia-se a um "paralelismo de comportamento" e "não à existência de concertação". Tenho a certeza que o assunto continua a ser aprofundado e em poucas décadas teremos novidades. Até porque causa muita caspa.
*Jornalista

