As comunidades educativas integram atores diversos, cada um ocupando o respetivo lugar, com tarefas e responsabilidades distintas, porém, complementares no objetivo máximo de educar (ensinar) as nossas crianças, alunos e formandos.
Os professores são os ilustres mestres do sistema educativo, preponderantes no desbravar dos caminhos do futuro dos nossos jovens, ouvindo-os e guiando-os no seu percurso; os técnicos superiores e especializados assumem-se essenciais na orientação de alunos, bem como no acompanhamento de crianças e jovens e das famílias, perante necessidades que se revelam limitadoras e preocupantes; os assistentes técnicos e operacionais, verdadeiros obreiros da linha da frente, resolvendo com qualidade os problemas do dia a dia, apoiando docentes e, principalmente, os futuros cidadãos que na escola crescem em conhecimento, valores e capacidades.
Os pais e encarregados de educação são parte importante no cenário educativo atual. O movimento associativo parental, representado em cada unidade orgânica pela respetiva associação de pais (AP), cumpre, no geral, em estreita colaboração com as metas que cada agrupamento define como prioritárias.
Admiro aquelas mães e pais (tios ou avós) que prescindem do seu merecido tempo de família e lazer para participarem ativa e implicadamente em prol dos interesses comuns, tornando a escola um espaço de referência, mais feliz e motivador para os seus filhos e educandos, contribuindo, assim, para elevar essa comunidade.
"Nós trabalhamos com o coração!", foi a expressão usada por um elemento de uma AP de determinada unidade orgânica que compõe o agrupamento que lidero - mas poderia ter sido de qualquer outra - que muito me tocou. Proferida espontânea e genuinamente durante uma reunião onde foram tratados assuntos relacionados com a instituição de ensino, ausente de interesses individualistas e pretensiosos.
Por norma, os membros das AP valorizam o interesse comunitário em detrimento do pessoal, disponibilizando dias (e noites) em reuniões e atividades conexas, sem qualquer regalia seja de que natureza for, a não ser, e isso é a verdadeira razão, o sorriso no rosto de uma criança e o bem-estar que proporcionam às comunidades educativas com o resultado das suas ações.
Continuar a trabalhar de coração aberto, em prol dos seus filhos, respeitando o papel que se lhes exige, é uma mais-valia para as escolas e para as finalidades que estas prosseguem, harmonizando com os professores e equipas diretivas, em claro proveito para o provir dos nossos alunos.

