Segundo um estudo recentemente realizado pela Intercampus, 54,7% dos portugueses estão dispostos a sacrificar-se para ajudar a tirar o país da actual crise. A maioria da população percebe que a resolução da crise passa por cada um dos cidadãos. Cada um pode e deve contribuir para a melhoria da situação, fazendo algum sacrifício em prol do colectivo.
28,5% dos inquiridos está disponível para trabalhar mais tempo; 27% admite manter o salário e 14,2% aceita mesmo reduzi-lo. Alguns aceitam cortar, excepcionalmente, o subsídio de natal ou o subsídio de férias. As pessoas compreendem que é necessário trabalhar mais. Mais e melhor. E para isso não são necessários diplomas legais. Qualquer um pode diariamente iniciar mais cedo e/ou terminar mais tarde a sua actividade profissional.
Qualquer um pode e deve aumentar o seu índice de produtividade, sem deixar de apostar na qualidade do que faz. Dentro e fora do horário normal de trabalho. Se um número elevado de pessoas o fizer, naturalmente que os resultados aparecerão, para bem do país, ou seja, de todos.
E se não for um número elevado, pelo menos que sejam alguns. E que cada um esteja disponível para o fazer, sem estar à espera dos outros. Assim se conseguem realizar as coisas bonitas.
Esta é uma forma positiva de estar na vida. Esta é uma forma construtiva de encarar as dificuldades. E quando as pessoas se dispõem a trabalhar honestamente e a fazer alguns sacrifícios para a resolução dos problemas, mais cedo ou mais tarde, são bem sucedidos, conseguindo ultrapassar as dificuldades e atingir os objectivos que se propõem. Assim sempre foi e assim sempre continuará a ser. Assim se conseguiram os chamados "milagres económicos", que de miraculosos tiveram pouco, antes foram construídos com muita dedicação, com muito trabalho. E essa é também a fórmula para Portugal sair da crise: trabalhar mais.
