Uma tempestade varre, literalmente, o centro do país. Um ministro protagoniza um filme de categoria B numa sala de comando. Uma ministra refugia-se num gabinete de onde sai dois dias depois com um diagnóstico: aprendizagem coletiva. Um primeiro-ministro convoca um conselho de ministros extraordinário para cinco dias depois do drama. Um ministro explica que os apoios não são imediatos e que as pessoas estão bem, porque receberam entretanto o salário - como se um telhado coubesse num fim de mês. Ah, é fácil criticar. Talvez. O que eu faria? Convocaria Bombeiros e Proteção Civil, presidente da República, líderes da oposição. Agarraria nas melhores ideias e arregaçaria as mangas. E contrataria um especialista em gestão de crises como, sei lá, um almirante desempregado. A política não tem que ser mais uma tragédia.
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