Infelizmente, o Euro 2016 continua a dar que falar pelas piores razões. Não, não vou voltar ao tema bolas paradas de Moutinho. Falo, obviamente, das cenas de violência nas ruas de Lille, Marselha, etc. É urgente tomar medidas. Olhando para as imagens dos "adeptos" nas ruas de França, fica a sensação de que a cadeira de plástico é a nova vuvuzela.
A organização do Euro, perante os desacatos entre ingleses e russos, ameaçou expulsar do torneio as duas seleções. A Rússia, de imediato, queixou-se de discriminação. É uma situação complexa, e deve ser abordada com muita cautela, ou o Euro 2016 pode ficar tão politizado como o Festival Eurovisão da Canção.
Eu defendo mão pesada para estes hooligans. Como, por exemplo, publicar um anúncio de meia página a dizer - Troca-se hooligans por refugiados - contactar Europa. Ouvi um jornalista português dizer: "Houve excesso de violência policial sobre os adeptos, com canhões de água..." Claro, num país em estado máximo de alerta devido a ataques terroristas, uma coisa tão linda como o hooliganismo deve ser deixado à solta como o lince da Malcata. Sou sincero, contra este tipo de gente sou a favor do uso de canhões de água oxigenada.
Estamos a 24 horas do jogo decisivo contra a Áustria. Temos de reconhecer que começamos mal este Euro. Em vez de um hino do Abrunhosa, devíamos ter optado por uma música dos Xutos e Pontapés. Abrunhosa é demasiado moderno para o estilo de jogo do Fernando Santos. Não podemos voltar a cometer os mesmos erros que cometemos contra os islandeses, não vá dar-se o caso dos austríacos terem visto o nosso jogo contra a Islândia. Se viram, gabo-lhes a paciência e reconheço o esforço. A Áustria em termos futebolísticos não me mete medo - em termos políticos aterroriza-me um bocadinho. Resumindo, tenho uma confiança absoluta de 8 - numa escala de 0 a Portugal vai de certeza vencer a Islândia - em como vamos vencer estes Mozartkugeles.
Acredito que o engenheiro vai fazer alterações. Penso que a ideia inicial de Fernando Santos era não assustar demasiado os nossos adversários. Se temos jogado com o nosso melhor onze contra a Islândia, os islandeses levavam vinte a zero e provavelmente, agora, a nossa seleção estava em risco de ser expulsa do Euro 2016 por bullying. Foi melhor assim.
