O Plano Estratégico 2024-36 da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) já entrou em fase de implementação, uma semana depois da sua apresentação oficial, momento em que foram conhecidas as principais linhas orientadoras e as metas que irão guiar a próxima década do futebol português.
Ao longo dos últimos dias, vários stakeholders da indústria, desde clubes ao movimento associativo, assim como representantes de outros setores de atividade, têm conhecido o plano em maior detalhe e apresentado críticas bastante positivas ao programa. Os níveis de aceitação têm sido elevados, com os dez eixos estratégicos a entrarem, gradualmente, nos objetivos a médio e longo prazo e também nos indicadores mais globais, como a meta de 400 mil praticantes. Aos elogios têm-se juntado novas participações e contributos, o que demonstra desde logo a vontade de muitos em participar neste caminho conjunto.
Trata-se de um plano arrojado, que aponta caminhos para o futuro, mas que, por si só, não resolverá todos os desafios por magia. É um guia orientador para os próximos dez anos e o seu sucesso será impossível sem participação e diálogo.
Nos próximos dias ficarão também a ser conhecidos publicamente os microplanos técnicos setoriais, mais detalhados e aprofundados em relação às diversas áreas e disciplinas do futebol. Atualmente em fase de recolha, debate e consulta de contributos junto de todos os agentes desportivos, estes documentos darão resposta ao desenvolvimento do futebol de formação, do futsal, do futebol feminino, do walking football, da formação de treinadores, do scouting e do desenvolvimento regional, prioridade estratégica na promoção de uma prática recreativa do futebol para todos. Será ainda apresentado o Plano Nacional de Arbitragem, documento estruturante e de visão integrada para o setor que, com o trabalho das associações distritais e regionais e da APAF, permitirá triplicar o número de árbitros em atividade.
É com esta capacidade de agregação e responsabilidade que a FPF ambiciona colocar o futebol em destaque, propondo os caminhos que devem ser seguidos, mas sempre consciente de que esse sucesso só pode ser alcançado de forma conjunta e participada.

