Não fosse aquela fatal desconcentração coletiva do F. C. Porto no último suspiro do jogo com o Atlético Madrid, que custou aos dragões uma derrota muito injusta e a Portugal um ponto (o do empate) nas contas do ranking, e a estreia das quatro equipas nacionais nas fases de grupos das provas da UEFA teria roçado a perfeição. As vitórias do Benfica e do Sporting, ambas na Liga dos Campeões, e do Braga, na Liga Europa, são uma excelente notícia para o futebol português, que bem precisa de amealhar pontos que permitam aspirar à recuperação do sexto lugar do ranking - o tal que entreabre a porta da Champions a um terceiro clube e que vale a entrada direta na fase de grupos, e os muitos milhões, ao campeão e ao "vice" -, perdido esta temporada para os Países Baixos.
Para já, podemos considerar bem positivas e encorajadoras as indicações deixadas pelo quarteto lusitano ainda em ação nas provas da UEFA. De facto, Portugal detém atualmente o quarto melhor registo neste arranque da temporada europeia de 2022/23, com 4333 pontos conquistados até ao momento. Os rivais neerlandeses ocupam o 12.ººlugar nesse ranking, com 3700 pontos. Ou seja, concluída a primeira jornada, Portugal passou a somar 48 049 pontos, encontrando-se agora a 2051 pontos dos Países Baixos (50 100).
Para a segunda ronda, já na próxima semana, na qual três dos clubes lusos jogam agora em casa - F. C. Porto, Sporting e Braga recebem o Club Brugge, o Tottenham e o Union Berlim, respetivamente, enquanto o Benfica visita a Juventus -, fico a torcer por mais vitórias, pois estas são indispensáveis para podermos voltar ao sexto lugar. É que nesta luta com os Países Baixos, também com quatro clubes, estes beneficiam do facto de todos os pontos conquistados serem divididos por cinco, enquanto Portugal terá de o fazer por seis, pois os já eliminados Vitória de Guimarães e Gil Vicente vão continuar a entrar nas contas.
*Editor-adjunto
