O que se passou no final do F. C. Porto-Sporting é uma vergonha. Ninguém sai bem da fotografia. Do F. C. Porto e do Sporting.
Por muito que Frederico Varandas, num ato incendiário e opróbio ataque pessoal a Pinto da Costa, queira colocar o ónus do sucedido só no F. C. Porto, branqueando comportamentos igualmente lastimáveis de pessoas do Sporting.
O que se passou no final do F. C. Porto-Sporting é uma vergonha. Repito. Mas revolta-me que comentadores ditos imparciais aproveitem o episódio para destilarem, de novo, o ódio que têm ao F. C. Porto - e a Pinto da Costa, já agora -, ofendendo milhões de portistas que nada têm a ver com energúmenos de coletes azuis ou laranja. Quanto a esses, espero que o F. C. Porto os identifique e nunca mais permita que prestem serviço no Dragão.
O que se passou no final do F. C. Porto-Sporting é uma vergonha. Insisto. Mas, repito também, fico revoltado quando os comentadores de memória seletiva sempre que no barulho está o F. C. Porto - só o clube português com mais troféus internacionais! - dão a entender que a violência é exclusiva do futebol nacional. Acontece em ligas bem mais importantes, como as de Inglaterra e de França. Vou lembrá-los. Um adepto do Leicester invadiu o relvado e agrediu atletas do Nottingham Forest no fim de um jogo da Taça. Foi este mês. Há dias, vi CR7 e companhia a rodearem o árbitro, pressionando-o para expulsar um rival. Em França, o Lyon-Marselha acabou aos três minutos quando um jogador foi atingido na cabeça por uma garrafa de água. No Nice-Marselha sucedeu o mesmo, com adeptos a invadirem o campo e a agredirem futebolistas visitantes.
O que se passou no F. C. Porto-Sporting é uma vergonha. Repito pela última vez. Mas deixem de passar a falsa ideia de que a violência é exclusiva do futebol português e só se deve ao F. C. Porto. Deve-se ao comportamento de todos. Sporting, Varandas e comentadores incluídos.
*Editor-adjunto
