O Braga respondeu à derrota europeia com um triunfo importante, demonstrando realismo e ajudando a dissipar a desconfiança sobre o desempenho da equipa nos jogos teoricamente menos complicados.
Carlos Vicens alinhou uma equipa pragmática, consciente de que mais vale somar pontos sem deslumbrar do que perdê-los a brilhar. A vitória arsenalista começou a desenhar-se logo aos treze minutos com mais um golo de Zalazar, desta vez de grande penalidade. Em vantagem, o Braga optou pela gestão, lançando-se em transições rápidas quando surgiam espaços. Foi precisamente assim que, aos 70 minutos, Gabri Martínez aproveitou uma perda do adversário e fez aquilo que sabe melhor: correu para assistir Ricardo Horta, que não falhou e dilatou a vantagem.
O Moreirense, que está a ter um belo início de época, reagiu à desvantagem e criou dificuldades ao Braga: primeiro atirou à trave, depois marcou por Maracás e ainda se manteve na disputa pelo resultado até ao apito final.
A semana ficou marcada por mais uma polémica. Soube-se que no intervalo do jogo com o Braga, o Porto colocou um televisor a transmitir imagens da partida no balneário do árbitro. A atitude, inaceitável, pode ser considerada uma tentativa de condicionamento, dado que o objetivo seria confrontar o árbitro com alegados erros em desfavor do Porto. Sem um castigo contundente que vá para lá da sanção pecuniária, corremos o risco de ver este gesto repetir-se em todos os relvados.
É preciso atuar para impedir que os três clubes poderosos continuem a incendiar o ambiente em torno da arbitragem. São os seus maiores beneficiários mas não param de a maltratar.
*Adepto do Braga

