A pluralidade de opiniões é uma das principais riquezas de uma instituição. O pensamento único faz as vistas curtas, limita horizontes, enquista. Uma organização que não se questiona, que não põe em causa os seus princípios de funcionamento corre riscos até de sobrevivência. É assim salutar o questionamento, o levantar de dúvidas, o apontar alternativas às decisões de quem conjunturalmente tem a tarefa de guiar a nau.
Num nível infinitamente menos relevante ou em termos qualitativos sequer comparável, as críticas ao trabalho do treinador e jogadores de um clube fazem parte do próprio futebol. Nunca me deixará de espantar a forma como os profissionais (sobretudo os treinadores) aceitam mal as críticas. A postura de que eles é que sabem e que as pessoas que, no fundo, são os responsáveis por o ganha pão deles devem estar mudos e quedas é, no mínimo, de uma falta de noção sem par. Tenho uma, pelos vistos, novidade para eles: é o facto de o futebol ser tão discutido que o faz tão grande e lhes paga os simpáticos salários.
A diferença de opiniões não é sinal de divisão, mas há momentos na vida das organizações em que a necessidade de uma frente sólida e compacta é fundamental. Temos mesmo de ser um só, de esquecer por breves momentos as nossas eventuais diferenças de opinião e fazer do que resta da época uma verdadeira cruzada.
Há transformações globais dentro do mundo do futebol que fazem com que seja vital estarmos nos próximos anos sempre nos principais palcos. A qualidade do nosso futuro coletivo depende em larga medida disso. Todos somos poucos nesta luta e temos mesmo de estar únicos como nunca.
A subir
A exibição que o F. C. Porto vai fazer daqui a bocado em Turim.
A descer
O nível a que certos comentadores chegam para ofender profissionais do F. C. Porto ultrapassa tudo. Nunca tinha visto, porém, alguém a pôr em causa a capacidade de um pai para educar um filho, como fez um tal de Braz. Decência, precisa-se.
*Adepto do F. C. Porto
