Há muitas formas de uma equipa perder jogos. O senhor de La Palisse não diria melhor. Há, porém, uma infalível: não estar unida, não funcionar como um só corpo.
Os jogadores podem ser os melhores, as condições de trabalho fantásticas, os técnicos extraordinários, mas se cada um dos elementos da equipa tiver uma ideia diferente de como atingir o objetivo e a tentar pôr em prática, não há nada a fazer. A derrota será inevitável.
Para verdadeiro truísmo, este conceito é demasiadas vezes mal interpretado. Mistura-se opinião com destabilização, confunde-se o papel de cada um no projeto e não se percebe a diferença entre conjuntura e futuro de uma instituição. Um projeto será tão mais sólido quanto maior for a capacidade de acolher críticas, seja para as rejeitar, seja para as absorver. Um rumo bem definido, a autoconfiança dos líderes e o empenho de todos os participantes não teme adversários externos e valoriza as contribuições internas.
Não há quem não conheça as metáforas que utilizam o futebol. São quase todas verdadeiras, nomeadamente as que dizem respeito à forma como uma equipa ou organização deve funcionar. Infelizmente, as grandes organizações aproveitam melhor os bons exemplos do futebol do que o contrário, mas isso é tema para outra conversa.
Ora, se nos momentos normais as críticas podem ser benéficas, nos momentos decisivos não pode haver dissensões, não pode haver dúvidas. Antes de um jogo que decide um campeonato, as questões resolvem-se dentro de quatro paredes e ditas muito baixinho.
Continuemos juntos.
A subir
Um estudo do ICS-ISCTE para o Expresso diz que os cidadãos confiam nos meios de comunicação social tradicionais e pouco no que leem nas redes sociais. Com todos os seus defeitos, os jornais, rádios e televisões (há a exceção do costume, claro) têm prestado um bom serviço à comunidade.
A descer
Colunistas que tentam aproveitar este momento para ganhar notoriedade, criticando e insultando tudo e todos. Felizmente são poucos, mas a triste figura que fazem envergonha os jornais em que escrevem e quem faz de dar opinião a sua principal atividade.
