O início do ano é boa altura para renovar a Esperança. Uma das virtudes da vida cristã. Mas não está fácil, quando a lei do mais forte se impõe e, depois da Rússia invadir a Ucrânia e do genocídio em Gaza, os Estados Unidos invadem outro país, sem consulta às Nações Unidas.
Em Portugal? Tenho esperança que o apoio na doença não piore mais e que o acesso à habitação melhore qualquer coisa.
Quanto à Fé, penso que deve ajudar a viver melhor acreditar em Deus. Já não é fácil ter fé na justiça, quando esta é instantânea nos jornais e demora décadas nos tribunais. Na política? Como, se quem mais mente e berra é mais ouvido e tantos vivem em "bolha", incluindo o primeiro-ministro, que fala de Cristiano Ronaldo a quem vive do salário mínimo, numa altura em que o salário médio não chega para pagar o arrendamento de uma habitação (dados oficiais para Lisboa)?
Relativamente à Caridade, sempre pensei que não devia ser necessária, cabendo ao Estado, com os nossos impostos, evitar a pobreza e socorrer os necessitados. Rendo-me à evidência: há quem trabalhe e seja pobre e até quem viva na rua, em tendas ou casas abandonadas. Eram cerca de 1500 na AMP em 2024. Este Natal não vi o presidente da República a visitá-los. É pena. Os meus maiores votos para este ano são para eles, ou melhor, para o seu desaparecimento: que o Estado e os municípios lhes deem casa e tenham sempre como prioridade estes e outros que estão entre os mais frágeis, se necessário poupando em grandes obras e eventos.

