Depois de três empates arreliantes, o Vitória reencontrou-se com o nome e ganhou. A necessidade de ganhar e a assimilação de novos jogadores levam a que o futebol não seja sempre aquele que esperamos, mas a vitória, creio, é inteiramente justa. O jovem treinador do Casa Pia, em declarações sinceras, mas muito raras no futebol português, veio confirmar por sua opinião a justiça do resultado. No meio de toda a ânsia, surgiu Embaló para confirmar esse merecimento. Que assim continue.
O sol apareceu no sábado em que cerca de seis milhares e meio de vitorianos se deslocaram ao Complexo para exercer o seu direito de voto, reconfirmando António Miguel Cardoso para os próximos três anos de mandato, com o Vitória a ganhar a estabilidade necessária. Votar é sempre um ato de cidadania que se impõem no país, no clube, na associação a que se pertence. E assim aconteceu, estando naturalmente de parabéns os vencedores, todos aqueles que se propuseram a dar o seu contributo ao clube e as dezenas de vitorianos que ajudaram, com a sua participação, a que o ato eleitoral se realizasse. Quando fui votar vi as minhas três filhas e uma sobrinha em diferentes mesas, ajudando nas eleições do clube. Isso deu-me a reconfortante sensação de continuidade em que o meu clube se alicerça.
Não vi porém a segunda parte do jogo, pois os Mão Morta estavam cá e, nem que fosse pela amizade com o Miguel Pedro, um adepto incondicional do Braga, teria de os ver. E em boa hora o fiz, pois o espetáculo foi impactante e inesquecível. Surpreendente até este Viva la Muerte, em que a banda, com quatro décadas de existência, se reinventa e renasce.
*Adepto do V. Guimarães

