Há dias em que gostava de ser cão. Parecem-me ser animais relativamente felizes, despreocupados e, caso haja a sorte de encontrar um dono em condições, têm um coletor de fezes pessoal. Noutros dias já preferia ser gato, bicho independente, sem paciência para gente rococó e sem necessidade de coletores, porque trata da própria porcaria. Talvez um mosquito? Daqueles chatos, "zzzzz" para aqui, "zzzzz" para ali, a chatear pessoas também muito chatas. Inconveniente: acabar esborrachado num vidro. Coisa difícil de acontecer com um hipopótamo, que por ser dos animais mais perigosos do Mundo sempre impõe algum respeito. Mas pesar três toneladas ou mais era coisa para ficar dispendioso na hora de ir às compras. No fim das contas, cumprido 2025, com muito do que li, vi e ouvi, fiquei é burro.
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