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Carvalho da Silva

A guerra aumenta a exploração

Nos debates político e económico a palavra crise surge convocada, vezes sem fim, para justificar políticas duras ou injustas, independentemente de se estar apenas perante uma hipótese de crise, de esta ser encenada ou ser real. Pelo seu impacto destrutivo, pelas cargas de injustiça e violência que gera, pelo seu potencial de horrores e morte, a guerra é a crise das crises, aquela que mais assusta os seres humanos, a que mais nos subjuga, a que mais intensifica a exploração humana. Por tudo isso a exigência de que se ponha fim à guerra é a prioridade das prioridades.

Carvalho da Silva

Tudo ligado com tudo?

Ao longo da história sempre se avançou na utilização de novas ferramentas e tecnologias, ou na aplicação prática de descobertas humanas, muitas vezes sem avaliação prévia das suas consequências. É, pois, natural que agora esse procedimento esteja presente na implementação do digital, da robotização, da inteligência artificial e dos diversos novos instrumentos e formas de trabalhar. Mas as condições da vida humana antigas e atuais têm profundas diferenças.

Carvalho da Silva

Ilusões no virar a página

Nas suas mensagens institucionais deste início de ano, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa afirmaram, em uníssono, a necessidade de "virar a página". Esta expressão conduz-nos, de imediato, para um desejo forte que nos pode e deve mobilizar a todos: libertarmo-nos da pandemia que atrofia a vida de cada um e provoca graves retrocessos na sociedade. Mas, as suas mensagens e os contextos em que se situam podem induzir ilusões, desde logo porque existe uma relação profunda entre passado, presente e futuro, e este não se torna melhor por mero desejo.

Carvalho da Silva

A falsa simetria dos extremos

Tem estado em crescendo a campanha promocional de soluções políticas de "centro", a banha da cobra moderna com poderes curativos para todas as maleitas do país e dos portugueses. A experiência política dos últimos seis anos, em que tivemos governos do Partido Socialista (PS) com apoios parlamentares à sua esquerda, tirou o sistema político português dos seus velhos eixos. O êxito da solução, a confiança e a estabilidade política geradas, desarmaram os defensores do grande centrão de interesses. Agora, a queda do Governo e o cenário eleitoral permitem-lhes sair da toca e passar ao ataque.