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Carvalho da Silva

Da penitência à exceção

A receitas impostas pela troika e pelo Governo PSD/CDS, com o pretenso objetivo de resolver a anterior crise, consideraram o povo português infetado pelo vírus do aburguesamento: vivia preguiçosamente à custa do alheio. Assim, tinha de remir o pecado penitenciando-se com elevado desemprego, encerramento de milhares de pequenas empresas, redução de salários e proteção social, perda de direitos laborais, piores serviços públicos em áreas primordiais e pobreza. Os jovens foram convidados a "sair da sua zona de conforto" e a emigrar. A propaganda levou muitos portugueses a submeterem-se a essas penitências sem grande reação.

Carvalho da Silva

O que vale estudar nos computadores

Na passada quinta-feira, quando participava na conferência "As plataformas digitais e o futuro do trabalho", organizado pelo CoLABOR, com apoio do escritório de Lisboa da Organização Internacional do Trabalho (OIT), veio-me à memória parte da letra daquela bela canção "O postal dos Correios" do Rio Grande, da autoria de João Monge e tão bem interpretada, em 1996, por Rui Veloso e Tim: "A Laurinda faz vestidos por medida, O rapaz estuda nos computadores,

Carvalho da Silva

Hidrogénio verde: cautelas

Portugal carece de indústria. A indústria é garante de criação de emprego e, sem dúvida, o setor que mais positivamente puxa pela sua qualidade e melhor o consegue fixar. Precisamos de implementar reestruturações e reconversões de empresas e setores económicos, de desenvolver produtos com maior valor acrescentado e de criar novas componentes de economia industrial. O problema não se resolve apenas com atração de investimento estrangeiro. É indispensável planificação que favoreça a utilização de infraestruturas públicas, as potencialidades regionais e locais, e o pleno aproveitamento das formações e qualificações que somos capazes de desenvolver. É possível e indispensável derrubar barreiras que oneram os investimentos e, em particular, reduzir custos energéticos.