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Carvalho da Silva

Boa gestão, precisa-se!

A existência de défices na qualidade da gestão privada e pública em Portugal é uma realidade há muito reconhecida. Os portugueses têm muito a ganhar se este tema for debatido com persistência a partir de conteúdos objetivos, identificado: i) o entendimento que temos quanto ao que qualificamos de boa gestão, que não é, por certo, a que foi praticada pela elite de gestores que exauriram a banca, depauperaram grandes empresas como a PT ou os CTT e montaram as PPP para sacar milhões ao Estado; ii) as causas políticas, éticas e outras que estão na origem de falta de rigor no exercício da gestão; iii) o significado do conceito empresa, o seu papel e responsabilidades na sociedade; iv) as missões atribuídas ao Estado e à Administração Pública perante os cidadãos, as empresas e as organizações; v) as conexões entre a qualidade da gestão, a matriz de desenvolvimento, os condicionalismos e exigências que decorrem do lugar ocupado pelo país no contexto internacional.

Carvalho da Silva

De volta aos salários

Retomo o tema dos salários para refletir sobre dois temas importantes que estiveram em relevo na última semana: o Governo, como lhe compete, fixou o valor do salário mínimo nacional (SMN), a vigorar a partir de 1 de janeiro de 2020, em 635 euros; o primeiro-ministro assumiu como objetivo o aumento dos salários médios e, simultaneamente, "que o peso dos salários no PIB se aproxime daquele que existia antes da crise" acrescentando ainda a necessidade de medidas específicas que valorizem a retribuição dos jovens mais qualificados.

Carvalho da Silva

Efeitos bumerangue

Quando a troika, municiada por cabeças neoliberais do nosso burgo, concebeu um "ajustamento" que assentava na desvalorização do trabalho como terapia que permitiria reduzir os custos de produção e os preços das exportações, propiciando às empresas ganhos de competitividade nos mercados internacionais, muitos patrões (e não só) ter-se-ão regozijado: pensaram que escapavam da crise por entre os pingos da chuva e consolidavam uma política de baixos salários.

Carvalho da Silva

Roturas e continuidades

A composição e características do conjunto dos ministros do novo Governo e as explicações acerca da sua estrutura e objetivos, expandidas até agora pelo indigitado primeiro-ministro (PM), confirmam três ideias fundamentais: i) o Partido Socialista (PS) utiliza o seu reforço para dar uma guinada ao centro; ii) observam-se mais alterações de forma que de conteúdo na estrutura do Governo, apesar de umas pinceladas de modernidade simpática na designação de alguns ministérios; iii) surgem indicadores de que a este Governo está reservada uma missão de combates de curto prazo, que não serão apenas o da presidência da União Europeia em 2020, mas ainda outros que, por agora, estão apenas na cabeça do PM.