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Carvalho da Silva

As contradições da Direita

No quadro da discussão do Orçamento do Estado (OE) para 2022, a Direita, numa pluralidade que vai do Chega ao PSD, apresenta-se sintonizada na defesa de um caderno contraditório, reclamando simultaneamente: 1) apoio às empresas, de preferência via acesso direto a fundos do Estado, mas sem este ter o direito de canalizar meios para políticas públicas que respondam a necessidades prementes dos portugueses; 2) redução da despesa pública e resposta a grandes problemas sociais; 3) abaixamento generalizado de impostos e diminuição da dívida; 4) secundarização do consumo interno, mas respostas às carências gritantes de mais de dois milhões de portugueses e invenção de atividades para as pequenas e microempresas; 5) salários de miséria, mas trabalhadores disponíveis e com qualificações.

Carvalho da Silva

Não mergulhar no escuro

As atitudes dos seres humanos perante o que é novo sempre foram um misto de surpresa, encantamento, resistência e necessidade de experimentar. Não estudar e considerar os riscos, imediatos e a prazo, de uma inovação pode ser desastroso. Mesmo quando há consequências reconhecidas, o desrespeito pelo bem comum, o endeusamento do mercado e do lucro e a ideia da concorrência sem limites - que alimenta a tese de que se "não fizermos nós, outros o farão" - vão acumulando perigos para a humanidade.

Carvalho da Silva

A Cimeira: metas e realidade

A Cimeira Social que ontem e hoje se realiza na cidade do Porto é, no plano simbólico, uma cimeira importante na União Europeia (UE), contudo, as suas metas, designadamente as três fundamentais, são apenas objetivos gerais. A sua concretização depende da vontade política e das condições concretas de cada país, e a bateria de métricas utilizada para a sua aferição, em grande medida, não respeita os diferentes níveis de desenvolvimento dos países, nem as suas diferenciadas culturas.