Carvalho da SilvaSalário mínimo e impostosA discussão sobre o salário mínimo nacional (SMN) é muito importante porque se trata do valor salarial auferido por centenas de milhares de trabalhadores e pela diversidade de questões que transporta para debate, nomeadamente relativas a políticas salariais, emprego, negociação coletiva e relações laborais, combate à pobreza e às desigualdades, perfil da economia, produtividade e competitividade.
Carvalho da SilvaUma cimeira com rede?A Web Summit - ou cimeira da rede, como se diria em português - foi predominantemente uma manifestação espetacular de deslumbramento acrítico com as novas tecnologias e com o empreendedorismo individual.
Carvalho da SilvaFaces das reformas antecipadasAssociada ao debate do Orçamento do Estado para 2019, tem estado na ordem do dia a discussão sobre o acesso à reforma para pessoas com longas carreiras contributivas.
Carvalho da SilvaNovo fôlegoO Governo e a maioria parlamentar que o suporta precisam de um novo fôlego. Em grande medida a possibilidade de o país elevar o seu patamar de desenvolvimento na próxima década está dependente disso.
Carvalho da SilvaUm relatório diferenteCom a presença do seu diretor-geral, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) apresentou, no passado dia 16, em Lisboa, o seu relatório "Trabalho digno em Portugal 2008-2018: Da crise à recuperação". Trata-se de um relatório importante que merece ser debatido no plano nacional por organizações de trabalhadores e empresariais, por partidos políticos, pela academia e por organizações sociais e económicas.
Carvalho da SilvaA Democracia é frágil Quando hoje observamos o reaparecimento de fascismos impulsionados ou protagonizados por figuras como Bolsonaro, duas considerações fundamentais ocorrem: primeira, por que razão a Democracia é tão vulnerável aos seus inimigos, nutrindo-os no seu seio, até ao ponto de se lhes entregar? Segunda, o que leva os seres humanos a não terem em presença ensinamentos da história, designadamente da história recente, embarcando tão facilmente em caminhos de tragédia?
Carvalho da SilvaAlçapões na taxa de atividade Foi definido, em 2010, no quadro da Comissão Europeia, que os países membros da União Europeia (UE) conseguissem, em 2020, ter empregada 75% da população com idade compreendida entre os 20 e os 64 anos. Portugal estará agora, segundo várias fontes, próximo de 73,5 %. Relembro também que Portugal já teve, em 2007 e 2008, uma população ativa que ultrapassou os 5,5 milhões de cidadãos, o que era considerado um fator positivo. Faço estes registos para colocar várias interrogações e, a partir daí, enunciar algumas questões que me parecem pertinentes.
Carvalho da SilvaDemografia e miserabilismoA sociedade portuguesa vai tomando consciência de que a questão demográfica é um grande problema que condiciona o nosso desenvolvimento. Mas o tema está longe de assumir o impacto que merece nas agendas social e política. Vamos fazer de conta que a perda de população, total e ativa, e o seu envelhecimento acelerado são uma inevitabilidade? Vamos subjugar-nos às duras e cada vez mais pesadas consequências que daí resultarão, ou encaramos o problema e procuramos respostas sérias e sustentáveis?
Carvalho da SilvaA surpresa dos salários paradosAs tendências da evolução salarial nos últimos anos têm gerado pronunciamentos públicos de surpresa e preocupação, por parte de instituições internacionais, sobre o que se passa no plano global, na Europa e em Portugal. Dizem-se perplexos por a trajetória de crescimento económico e de expansão do emprego não estar a ser acompanhada por um crescimento dos salários. Este cenário, aparentemente contraditório, desafia a teoria económica nas suas conjeturas sobre a relação entre níveis de emprego e desemprego e evolução dos salários, ou no que se refere à relação entre emprego, produtividade e salários.