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Carvalho da Silva

Não mergulhar no escuro

As atitudes dos seres humanos perante o que é novo sempre foram um misto de surpresa, encantamento, resistência e necessidade de experimentar. Não estudar e considerar os riscos, imediatos e a prazo, de uma inovação pode ser desastroso. Mesmo quando há consequências reconhecidas, o desrespeito pelo bem comum, o endeusamento do mercado e do lucro e a ideia da concorrência sem limites - que alimenta a tese de que se "não fizermos nós, outros o farão" - vão acumulando perigos para a humanidade.

Carvalho da Silva

A Cimeira: metas e realidade

A Cimeira Social que ontem e hoje se realiza na cidade do Porto é, no plano simbólico, uma cimeira importante na União Europeia (UE), contudo, as suas metas, designadamente as três fundamentais, são apenas objetivos gerais. A sua concretização depende da vontade política e das condições concretas de cada país, e a bateria de métricas utilizada para a sua aferição, em grande medida, não respeita os diferentes níveis de desenvolvimento dos países, nem as suas diferenciadas culturas.

Carvalho da Silva

Sem alarmismo, acionar alertas

As pessoas, de todas as gerações, vivem um dia a dia carregado de apreensões e medos que geram nos seus comportamentos amolecimento e acomodações. Estamos encurralados entre os perigos reais provocados pela pandemia, o alarmismo causado por notícias especulativas e até empolamento de riscos, e uma catadupa de informação cheia de contradições (com ou sem justificação) produzida por Governo, presidente da República, alguns políticos e especialistas.

Carvalho da Silva

Bombas debaixo do tapete

Os estilhaços das bombas a que vou aludir têm efeitos demolidores: provocam falências, desemprego, pobreza e perigos para a democracia. A economia do nosso país e a vida de grande parte dos portugueses estão hoje muito dependentes de apoios temporários e precários, como é o caso das moratórias e do layoff. A crise que nos aprisiona é uma espécie de mãe de muitas outras crises, cheias de incertezas. Exigem-nos reflexão contínua a partir de vários ângulos.

Carvalho da Silva

Não voltar à cepa torta

A pandemia expôs o enviesamento da especialização produtiva da economia portuguesa. A tónica na exportação de serviços de baixo valor acrescentado, desde logo o turismo e setores conexos, em detrimento da produção industrial que tende a aumentar a produtividade e a qualificar e estabilizar o emprego, revela-se cruamente como perigosa vulnerabilidade estrutural. Todavia, o coro de reclamações feitas por empresários, em torno do Plano de Recuperação e Resiliência, e algumas opções erráticas do Governo, sugerem a ânsia do regresso a essa velha normalidade.

Carvalho da Silva

O trabalho remoto tem de ser digno

O designado trabalho remoto, que a Organização Internacional do Trabalho define, ainda não de forma convencional, como "trabalho prestado à distância, fora da estrutura organizativa física do empregador, na qual o trabalhador se encontra privado do contacto físico com os colegas, por prestar serviço através de novas tecnologias que facilitam esse contacto remoto", inclui o teletrabalho e outras formas de organização do trabalho à distância (a chamada "economia colaborativa"), com realce para as plataformas digitais.