A poucos dias de fazer 20 anos como presidente do Braga, António Salvador marcou uma nova era no futebol português ao ser um dos primeiros dirigentes a perceber que um clube só tem futuro se tiver uma dimensão empresarial sólida e uma visão para lá do lado desportivo mais simplista. Foi essa a luz do caminho do sucesso, assente numa estrutura profissional e de ideias progressistas, sem nunca desviar a génese de ter equipas competitivas e treinadores ambiciosos que levam o clube a ser a quarta força no panorama futebolístico nacional.
Ao longo deste percurso nunca surgiram castelos de cartas no horizonte, antes a necessidade de ter obra feita e palpável como bem representa a cidade desportiva, símbolo maior do património e o coração da máquina bracarense. É o berço de muitos jogadores talentosos e o oxigénio financeiro para que o Braga possa ultrapassar mais barreiras e assumir-se como uma força de maior vitalidade no quadro português. A obra representa a joia da coroa de António Salvador em duas décadas de liderança, a face visível de um clube que tinha dívidas no início do século e hoje ostenta património que muitos clubes de maior dimensão ainda não ergueram.
Em 20 anos, o Braga cresceu em betão e em títulos no futebol masculino e feminino e também na vertente de praia e tem uma base social mais numerosa, ou seja, começa a ter mais adeptos próprios, identificados com um clube que já é o símbolo do concelho português que mais cresceu em termos populacionais nos últimos anos. O património, a aposta na formação, a paixão dos adeptos, o dinheiro de vendas milionárias e a visão progressista como bem representa a mais recente parceria com a Qatar Sports Investments, que pode internacionalizar a marca do clube, são a prova que o Braga está cada vez mais perto de ser campeão nacional. E como seria bom para o futebol português se isso acontecesse.
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