"Estamos todos a iniciar a jornada de um novo ano letivo, com passos seguros, conscientes de que, embora inexistindo "risco zero", há claramente o desiderato de tudo fazer para que o ensino seja o mais possível, e sempre que possível, presencial, no garante máximo da igualdade de oportunidades e da equidade, de modo a que a Educação seja efetivamente o "elevador social" almejado por todos".
No arranque do ano letivo, publiquei artigo do qual retirei o excerto anterior, que exalta o trabalho de excelência empreendido pelas comunidades educativas, e muito particularmente pelas lideranças.
Naquela altura, algumas vozes favoráveis à implementação do ensino não presencial defenderam a permanência do teletrabalho, diagnosticando a probabilidade de, num curto espaço de tempo, a escola regressar às casas, quer dos professores, quer dos alunos.
Até ao momento, e graças à resiliência dos diretores, docentes e pessoal não docente, as instituições educativas evidenciam trabalho positivo, dado que o ensino desenvolve-se no espaço normal, e continuará a suceder, conforme decisão recente da tutela.
No entanto, o Governo deverá prover a efetivação da "nova revolução digital" - promessa do primeiro-ministro em abril, pois muitos discentes não possuem os instrumentos para realização das tarefas propostas. As escolas e os professores deverão ser abrangidos por esta medida.
Urge operacionalizar o anúncio, uma vez que a falta de equipamento digital mantém-se, comprometendo a aprendizagem à distância, principalmente dos mais carenciados, impedidos de acompanhar de igual modo o percurso de outros colegas, atribuindo volatilidade às promessas.
*Professor/diretor
