100 macacos no sótão

Desejei passar mais tempo em família... mas não tanto!

Desejei passar mais tempo em família... mas não tanto!

Estamos em isolamento social (quase) sempre, em casa. Ironicamente, a privacidade para muitas famílias está condicionada: ausência de espaços e tempos só nossos, o que, física e mentalmente, é ameaçador, diminuindo recursos emocionais determinantes para a relação como(s) outro(s), mesmo os que amamos e queremos juntos de nós, mas... não sempre.

A privacidade é ingrediente para a saúde mental familiar e individual.

Nos adultos que coabitam, para que haja espaço entre conversas e ações, criando distanciamento emocional para melhor gestão dos conflitos, na resolução de problemas e tomadas de decisão e vontade de proximidade afetiva; na criança, mesmo pequena, num espaço partilhado com o adulto, mas sem a sua intervenção, deixando-a brincar e "ser" sozinha, desenvolvendo a autorregulação emocional, resolução de problemas, autoconhecimento e criatividade. E determinante no adolescente, para que se defina enquanto ser individual, único e com fronteiras definidas, garantindo e respeitando o seu espaço, mais do que nunca batendo à porta do quarto, dando espaço para que comunique (à distância) em privado com os pares, não mexendo no que é dele, mostrando que ainda que estejam sempre todos juntos, se mantêm (ou se começam) limites de privacidade e direito à intimidade.

Difícil? Necessário ajustar perante as limitações físicas da casa? Certamente. Um caminho de ajustes, diálogo e esforço coletivo e reconhecimento recíproco desta necessidade, fundamental na saúde mental num cenário de coabitação permanente.

Pela saúde mental, praticar a privacidade física e mental

Diariamente, identifiquem e estabeleçam momentos e espaços de privacidade de cada um, intercalados com momentos em família. Adultos e adolescentes partilhem as necessidades de privacidade (falar com alguém ao telefone; estar sozinho a ouvir música e a ler; tomar banho; barreiras físicas) e criem um plano prático para as cumprirem.

Com as crianças mais novas, intercalem momentos de interação com momentos em que a criança é incentivada a brincar, jogar sozinha, mesmo na presença do adulto, envolvido noutra tarefa.

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