Opinião

Fecho e balanço

A nossa época de futebol terminou com o F. C. Porto a conquistar, sem surpresas, a Taça de Portugal perante um Tondela de segunda, que fez o que pôde, num jogo de sentido único, em que não faltaram os dois penáltis do costume, ambos discutíveis.

Nada de surpreendente, ou espetacular, sobretudo quando, à mesma hora, se decidia a Premier League prendendo a atenção dos que, como eu, não tinham nenhum interesse direto no jogo do Jamor, infelizmente, seguindo-se ainda a decisão da Serie A, com o Milan de Rafael Leão a reconquistar o Scudetto, 11 anos depois. Um domingo de fecho, repleto de futebol.

Já o balanço da época, numa perspetiva benfiquista, é obviamente negativo. Sem conquistas e, sobretudo, sem o título que mais importa, o de campeão nacional, salvam-se como aspetos positivos: um percurso na Champions bem melhor do que a prestação nas provas internas; a valorização de alguns jogadores com Darwin à cabeça (melhor jogador da Liga); e o lançamento por Nélson Veríssimo de alguns jovens jogadores como, por exemplo, Henrique Araújo. Veríssimo deve merecer, de resto, o apreço de todos os benfiquistas pela forma séria e profissional como assumiu e dirigiu a equipa, em circunstâncias particularmente difíceis.

Daqui para frente tudo mudará com a chegada de Roger Schmidt a Lisboa e as mudanças no plantel, que vamos acompanhando dia a dia, sempre na expectativa de o resultado final corresponder ao modelo de jogo dominante e pressionante que a contratação do técnico alemão pressupõe. Seja como for, se colocarem um cartaz de "fecho para balanço" no Seixal o prazo terá de ser bem curto, porque vem já aí a terceira pré-eliminatória da Champions.

Darwin melhor jogador da Liga portuguesa; Rafael Leão o melhor da Serie A, italiana.

A arbitragem portuguesa fora do Mundial; o Tondela.

Adepto do Benfica

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