Opinião

Novo campus da U.Porto na refinaria da Galp

Novo campus da U.Porto na refinaria da Galp

Como é público, Galp, CM Matosinhos e CCDR-N assinaram um acordo para a reconversão dos terrenos da antiga refinaria em Leça da Palmeira.

Na altura, foi aventada a hipótese de a Universidade do Porto ser parceira estratégica do futuro Innovation District, um projeto de requalificação urbana que prevê a instalação de indústria 4.0, comércio e serviços, hotelaria, restauração, habitação e equipamentos culturais e de lazer.

Considerando as potencialidades do Innovation District, a U.Porto aceitou o desafio e irá implementar, dentro da estratégia desenhada para a antiga refinaria, um projeto próprio em cerca de 40 dos 250 hectares que totalizam a área de terreno disponível. Vai nascer, assim, um novo campus universitário, com valências pedagógicas, mas dedicado sobretudo à ciência e tecnologia. A ideia é criar um ecossistema de ensino, investigação, inovação e empreendedorismo de excelência, com CoLABs, centros de interface e incubadoras, onde empresas e investigadores possam trabalhar em conjunto.

O novo campus da U.Porto, que se pretende equiparável aos melhores hubs de inovação e tecnologia dos EUA (MIT, Carnegie Mellon ou Austin), vai centrar as suas atividades nas grandes agendas do futuro, com particular ênfase na transição digital e verde (descarbonização, energias limpas, economia circular, sustentabilidade, etc.). Há, de resto, a intenção de que o próprio campus tenha pegada de carbono zero, indo assim ao encontro dos objetivos de transição energética que norteiam o projeto Innovation District.

Trata-se de uma oportunidade única de desenvolvimento e projeção internacional da U.Porto, que praticamente duplicará a sua área de implantação dos atuais 50 para 90 hectares. Com o novo campus, há melhores condições para a U.Porto consolidar a sua posição nacional, designadamente como maior produtor de ciência do país, e de se afirmar como uma universidade de investigação de primeira linha na Europa.

Oxalá, haja da parte das entidades governamentais a mesma visão e ambição reveladas pela Galp, CM Matosinhos e CCDR-N, para que o projeto não emperre na burocracia, centralismo e inoperância habituais.

*Reitor da Universidade do Porto

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